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NASCIDOS CATÓLICOS

Amordaçados, sem liberdade de escolha, nascem assim, crescem assim e rumam ao inferno pensando que o purgatório existe. Enganados, seguem crendo em homens, na contramão daquela que dizem ser A Palavra de Deus.

NASCIDOS CATÓLICOS

Amordaçados, sem liberdade de escolha, nascem assim, crescem assim e rumam ao inferno pensando que o purgatório existe. Enganados, seguem crendo em homens, na contramão daquela que dizem ser A Palavra de Deus.

HISTÓRIA DA IGREJA _ ADOLF HITLER, ESCOLHIDO POR DEUS?

Certamente Minha Luta (livro escrito por Hitler em 1930) também era conhecido por muitos dos 30 milhões de alemães católicos, bem como pelos líderes da Igreja Católica Romana tanto na Alemanha como em Roma.

Mesmo assim, a liderança da ICAR louvava Hitler, algumas vezes nos termos mais extravagantes. O papa Pio XI disse ao vice-chanceler Frutz von Papen, um católico influente: "Como estava agradecido que agora o governo alemão tivesse como líder um homem totalmente contrário ao comunismo..." (Franz von Papen, Memoirs, trad. Brian Connell (London, 1952), p. 279. Nenhuma palavra de reprovação foi dita contra o mal que Hitler havia trazido sobre a Alemanha.

O bispo Berning publicou um livro no qual frisava os laços entre o catolicismo romano e o patriotismo e mandou uma cópia a Hitler, dizendo na dedicatória: "como prova da minha devoção". Monsenhor Hartz elogiava Hitler por ter salvo a Alemanha do "veneno do liberalismo... (e) da peste do "comunismo". O jornalista católico Franz Taeschner elogiou "o Fuhrer, dotado de genialidade" e declarou que ele tinha "sido enviado pela Providência a fim de fazer com que as ideias sociais católicas fossem implantadas". (Guenter Lewy, The Catholic Church ande Nazi Germany (McGraw-Hill, 1965), pp. 160-161).

A maioria dos católicos alemães estava eufórica depois da assinatura da Concordata de 1933 entre Hitler e o Vaticano. Os jovens católicos receberem ordens de "levantar seu braço direito em saudação e de mostrar a bandeira com a suástica... A organização juvenil católica Neudeutsche Jugend... reivindicou que houvesse uma cooperação estreita e completa entre o Estado totalitário e a Igreja totalitária". Os bispos alemães unidos declaravam sua solidariedade com o Nacional-Socialismo. Dirigindo-se a uma reunião de jovens católicos na catedral de Trier, o bispo Bornewasser declarou: "De cabeça erguida e passos firmes, entramos no novo Reich e estamos dispostos a servi-lo de todo o nosso corpo e alma". (Guenter Lewy, The Catholic Church ande Nazi Germany (McGraw-Hill, 1965), pp. 100-106).

O bispo Vogt de Aachen, em telegrama congratulatório, prometeu a Hitler que "a diocese e o bispo participarão alegremente na construção do novo Reich".

O cardeal Faulhaber, em mensagem manuscrita a Hitler, expressou o desejo "vindo do íntimo do coração: que Deus possa preservar o chaceler do Reich para o nosso povo". Apareceu um desenho num jornal teuto-americano mostrando o vigário-geral Steinmann liderando as organizações da Juventude Católica numa parada de Hitler e imitando igualmente a saudação de braço levantado do Fuhrer. Respondendo à crítica dos católicos americanos furiosos, Steinmann declarou que "os católicos alemães, verdadeiramente, consideravam o governo de Hitler como uma autoridade dada por Deus e que algum dia o mundo reconheceria, agradecido, que a Alemanha... erigiu um bastião contra o bolchevismo..."  (Guenter Lewy, The Catholic Church ande Nazi Germany (McGraw-Hill, 1965), p. 105). Que dizer de Minha Luta e do mal que o nazismo provocou?

Guenter Lewy, professor de política na Universidade de Massachussets, fugiu da sua terra natal, a Alemanha, em 1939, quando tinha 15 anos. Regressou em 1960 a fim de passar anos pesquisando os arquivos oficiais. Lewy escreve no seu livro The Catholic Church and Nazi Germany (A Igreja Católica e a Alemanha Nazi):

 

"Em 1933 o papa Pio XI declarou que o chanceler do Reich Germânico era o primeiro estadista que, junto com o papa, havia reconhecido claramente o perigo bolchevista... O bispo Landersdorfer elogiou "a harmoniosa colaboração da Igreja com o Estado" (embora os nazis já tivessem aprisionado muitos padres e freiras por razões políticas).

No dia 29 de Março de 1936, 45.453.691 alemães, ou 99% dos cidadãos aptos a votar, foram às urnas. Desses, 44.461.278, ou 98% dos que votaram, declararam sua aprovação à liderança de Hitler (os votos católicos foram virtualmente unânimes aprovando Hitler).

Uma carta pastoral conjunta (de todos os bispos alemães) foi lida durante as missas... em 3 de Janeiro de 1937, declarando que "os bispos alemães consideram-se no dever de apoiar o líder do Reich alemão com todos os meios que a Igreja Católica dispõe... Devemos mobilizar todas as forças morais e espirituais da Igreja a fim de fortalecer a confiança no Fuhrer" (Guenter Lewy, The Catholic Church ande Nazi Germany (McGraw-Hill, 1965), pp.106-109).

 

A essa altura ninguém poderia ignorar a crueldade de Hitler e os seus verdadeiros objectivos. Mesmo assim, líderes católicos (bem como a maioria dos clérigos protestantes) da Alemanha continuaram a honrar o seu companheiro católico. Dois livros que tratam do Reich e da Igreja, publicados com permissão eclesiástica, pediam por uma "maior compreensão do grande trabalho de renovação alemã, ao qual o Fuhrer nos tem convocado", a "maior tarefa espiritual do catolicismo alemão contemporâneo". Karl Adam, teólogo católico de renome mundial, declarou que o Nacional-Socialismo e o catolicismo, longe de estarem em conflito, "deveriam estar sempre juntos, como natureza e graça" e que em Adolf Hitler a Alemanha tinha encontrado finalmente o "verdadeiro chanceler do povo."  (Guenter Lewy, The Catholic Church ande Nazi Germany (McGraw-Hill, 1965), p. 108).

Uma minoria de homens valentes (tanto católicos como protestantes) opunha-se a Hitler, uns abertamente, outros em conspirações secretas. Algumas vozes levantavam-se em protesto público. Uma era a de um padre, o frei Muckermann, que se atreveu a expressar sua admiração e consternação:

"Apesar das brutalidades desumanas perpetradas nos campos de concentração... apesar dos insultos pessoais contra os príncipes da Igreja, contra o Santo Padre e toda a Igreja... os bispos encontraram palavras de apreciação para o que (ao lado do bolchevismo) era o seu pior inimigo... (Guenter Lewy, The Catholic Church ande Nazi Germany (McGraw-Hill, 1965), p. 211).

 

Dave Hunt - A Mulher Montada na Besta Vol I