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NASCIDOS CATÓLICOS

Amordaçados, sem liberdade de escolha, nascem assim, crescem assim e rumam ao inferno pensando que o purgatório existe. Enganados, seguem crendo em homens, na contramão daquela que dizem ser A Palavra de Deus.

NASCIDOS CATÓLICOS

Amordaçados, sem liberdade de escolha, nascem assim, crescem assim e rumam ao inferno pensando que o purgatório existe. Enganados, seguem crendo em homens, na contramão daquela que dizem ser A Palavra de Deus.

FRAUDE E HISTÓRIA FORJADA _ RELEITURA DESAVERGONHADA DA HISTÓRIA

Tal era a ambição da maioria dos que almejavam o suposto trono de Pedro que eles, os candidatos a infalíveis papas, gerreavam uns contra os outros a fim de o conquistar.

Usando o nome de Cristo e fazendo piedosamente o sinal da cruz, eles trabalhavam duro para satisfazer as suas ambições de poder, prazer e riqueza. Não havia nas Escrituras, nem nos escritos dos Pais da Igreja, justificativas para fazerem de si mesmos governantes absolutos e infalíveis da Igreja, muito menos do mundo.

Por conseguinte, os papas teriam de encontar outra maneira de obter apoio para isso. A solução encontrada foi escrever novamente a história, manuseando documentos supostamente históricos. A primeira destas ousadas falsicificações foi a Doação de Constantino. (veremos na próxima nota como Constantino paganizou o Cristianismo)

Em seguida surgirão os falsos decretos Decretos de Isidoro, que eram decretos papais supostamente compilados pelo arcebispo Isidoro (560-563), mas que, na verdade, foram forjados no século IX. Essas fraudes tornaram-se o fundamento da maoir parte da "tradição" sobre a qual o papado ainda hoje se apoia.

O historiador católico J. H. Ignaz von Dollinger escreve que: "até ao surgimento dos Decretos de Isidoro nenhuma tentativa séria havia sido feita, em lugar algum, para se introduzir a nova teoria romana da infalibilidade. Os papas nem sonhavam em exigir tal privilégio". (Dollinger, op. cit., p.62)

Ele prossegue explicando que esses Decretos fraudulentos iriam: "de forma gradual, mas de maneira inevitável, mudar a constituição da Igreja. Seria difícil encontra em toda a história um outro exemplo de falsificação tão grosseira, porém tão bem sucedida.

Durante os três últimos séculos (ele escreveu em 1869) eles (os documentos forjados) têm sido denunciados publicamente, mesmo assim, os princípios que eles introduziram acabaram por se tornar práticas da Igreja. Tais idéias fixaram raízes tão profundas no solo da Igreja, fazendo agora parte dela de tal maneira, que mesmo a exposição da frude acabou por não produzir nada capaz de abalar o sistema dominante."  (Dollinger, op. cit., pp. 76-77).

Os Decretos de Isidoro trazem cerca de 100 decretos inventados que teriam sido promulgados pelos primeiros papas, juntamente com falsos escritos de supostas autoridades e sínodos da Igreja. Essas fraudes foram exactamente o que Nicolau I (858-867) precisava para justificar sua alegação de que os papas "exerciam o papel de Deus na terra", com absoluta autoridade sobre os reis, incluindo até o direito de "comandar massacres" dos que se opunham a eles _ tudo em nome de Cristo.

Os papas que sucederam Nicolau sentiram-se satisfeitos e muito à vontade para copiar os seus meios. Cada um deles usou as acções dos seus predecessores para justificar as suas próprias acções, construindo assim uma condição cada vez maior para a infalibilidade, sobre um fundamento fraudulento. Escrevendo no Século XIX, o católico e historiador da Igreja R. W. Thompson, comenta:

"Tempos como esses foram usados para a prática de todo o tipo de impostura e fraude que os papas e o clero achavam necessárias para fortalecer a autoridade do papado... O interesse pessoal e a ambição de Inocêncio II levaram-nos a preservar todas essas falsificações com cuidado, umavez que... a "piedosa fraude" poderia ser santificada com o tempo... O resultado que ele esperava e desejava foi alcançado... (estes) falsos Decretos, que são agora universalmente considerados como ousadas e desavergonhadas falsificações... constituem a pedra angular do enorme sistema de erro e usurpação que desde então tem sido construído pelo papado, para reavivar o que Pio IX apresentou em sua Encíclica e no Sillabus (dos erros)." (R. W. Thompson, The Papacy and the Civil Power (New York, 1876), p. 372.)

Os devotos católicos ficariam chocados ao saber que a maior parte da "tradição apostólica" que lhes ensinaram ser o sustentáculo do catolicismo romano (e que deve ser considerada no mesmo nível da Escritura) é uma fraude, feita deliberadamente. As doutrinas construídas sobre essas falsificações tornaram-se tão interligadas ao catolicismo, que mesmo depois que o engano foi exposto, os papas relutaram em fazer as necessárias correcções. Um papa infalível após o outro endossou essa falsificação. Tentar corrigir as mentiras acumuladas durante séculos iria desestabilizar a farsa do catolicismo romano.

Pio IX baseou-se na fraude para pressionar os bisposao requerer que eles fizessem da infalibilidade papal um dogma oficial no Vaticano I (embora ela já fosse conhecida à três séculos). Ele obteve sucesso, mas o testemunho da história decididamente refuta tanto a sucessão apostólica, quanto a infalibilidade papal.

 

Próxima Nota: A Paganização do Cristianismo

Dave Hunt - A Mulher Montada na Besta Vol I

 

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