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NASCIDOS CATÓLICOS

Amordaçados, sem liberdade de escolha, nascem assim, crescem assim e rumam ao inferno pensando que o purgatório existe. Enganados, seguem crendo em homens, na contramão daquela que dizem ser A Palavra de Deus.

NASCIDOS CATÓLICOS

Amordaçados, sem liberdade de escolha, nascem assim, crescem assim e rumam ao inferno pensando que o purgatório existe. Enganados, seguem crendo em homens, na contramão daquela que dizem ser A Palavra de Deus.

FRAUDE E HISTÓRIA FORJADA _ DO CALVÁRIO ao RÉGIO PONTÍFICE

É necessário que se faça uma engenhosa modificação para que, da distorção de uma simples declaração: "Sobre esta pedra edificarei a minha igreja", surgisse o ofício petrino, a sucessão apostólica, a infalibilidade papal, e toda a pompa, cerimónia e poder que rodeiam o papa hoje.

Como declara um escritor católico de forma sarcástica: "Exige-se uma grande habilidade para se tomar uma declaração feita por um pobre carpinteiro a um pescador, igualmente pobre, e aplicá-la a um régio pontífice, que em breve passaria a ser chamado de «o Dono do Mundo»" (Peter de Rosa, Vicars of Christ: The Dark Side of the Papacy (Crown Publishers, 1988), p. 25)

Contudo, este é o fundamento "bíblico" sobre o qual a estrutura da Igreja Católica Romana está baseada. Incluindo a infalibilidade papal, a sucessão apostólica e uma intrincada hierarquia de padres, bispos, arcebispos e cardeais; o Magistério dos Bispos, o único que pode interpretar a Bíblia; a exigência de que, por suposta infalibilidade, o papa deve falar ex catedra a toda a Igreja em matéria de fé e moral, etc.

A verdade é que, nenhum destes conceitos é remotamente sugerido, muito menos estabelecido, quer seja em Mateus 16:18 ou em qualquer outro lugar das Escrituras. Esse facto é deixado de lado pelos apologistas católicos, que se voltam para  a "tradição" para apoiar as suas crenças. Ao fazer isso entram num labirinto de engano e verdadeira fraude.

Foram necessários muitos séculos para se desenvolver engenhosos argumentos para que, finalmente se chegasse à teoria de que o mesmo Cristo, que "não tinha onde reclinar a cabeça" (Mateus 8:20), viveu em pobreza e foi crucificado nú, deveria ser representado por um régio pontífice que possui palácios com mais de 1.100 salas cada um, é servido dia e noite por um batalhão de criados e usa as melhores roupas de seda bordadas com fios de ouro!

Que Cristo tenha delegado a Pedro tal pompa e luxo, o que nenhum dos dois conheceu, tem tanto de ridículo quanto de blasfemo.

As glórias e poderes desfrutados pelos papas não são, nem remotamente, mencionadas nos relatos existentes sobre a vida de pureza e pobreza de Pedro. O apóstolo-pescador declarou: "Não tenho prata nem ouro" (Atos 3:6). Os luxos do papa e suas pomposas declarações de autoridade sobre reis e reinos não eram conhecidos na Igreja até séculos mais tarde, quando papas ambiciosos começaram a estender gradualmente e a solidificar o seu domínio sobre os governantes. Os líderes supremos do catolicismo começaram a usar títulos como: "Supremo governante do mundo"; "rei dos reis". Outros afirmaram ser "Deus na terra", ou até mesmo "o redentor", que "penduramos na cruz como o fez Cristo", asseveraram que "Jesus colocou os papas no mesmo nível de Deus". (August Bernhard Hasler, How the Pope became Infallible (Doubleday & Co., Inc., 1981), p. 48)

Pedro teria denunciado tais fraudes pretenciosas como blasfémia.

Roma era a capital do Império Romano antes de Constantino mudar o seu palácio para o Oriente, por isso continuou sendo considerada como capital da porção Ocidental do Império. Com o Imperador Constantino instalado na cidade de Constantinopla (hoje Istambul), o papa desenvolveu um poder quase absoluto, não apenas como cabeça da Igreja, mas também como imperador do Ocidente.

Mais tarde, com a queda do Império Romano, o papado foi quem continuou a governar as ruínas fragmentadas. Thomas Hobbes disse: "O papado nada mais é do que o fantasma do finado Império Romano, sentado sobre o seu túmulo e com a coroa na cabeça".

W. H. C. Frend, professor emérito da história eclesiástica em seu clássico "The Rise of Christianity" ( A Ascensão do Cristianismo) frisa que, pelos meados do século V a Igreja "tinha se tornado o mais poderoso elemento nas vidas dos povos do império. A virgem e os santos haviam substituído os deuses pagãos e padroeiros das cidades".  (W. H. C. Frend, The Rise Of Christianity (Philadelphia, 1984), p. 773)

O papa Leão I (440-461) gabava-se que São Pedro e São Paulo haviam "substituído Rômulo e Remo como os padroeiros e protectores da cidade de Roma". (H. Chadwick, The Early Church (Wm. B. Eerdmans, 1976), p. 243.)

Frend escreve que a Roma cristã era a "legítima sucessora da Roma pagã... Cristo havia triunfado e Roma estava pronta a estender sua influência até aos próprios céus". (Frend, op. cit., p. 707)

 

Dave Hunt - A Mulher Montada na Besta Vol I

Próxima Nota: Releitura Desavergonhada da História

 

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