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NASCIDOS CATÓLICOS

Amordaçados, sem liberdade de escolha, nascem assim, crescem assim e rumam ao inferno pensando que o purgatório existe. Enganados, seguem crendo em homens, na contramão daquela que dizem ser A Palavra de Deus.

NASCIDOS CATÓLICOS

Amordaçados, sem liberdade de escolha, nascem assim, crescem assim e rumam ao inferno pensando que o purgatório existe. Enganados, seguem crendo em homens, na contramão daquela que dizem ser A Palavra de Deus.

A Tragicomédia das Aparições!

Claro que não vou transcrever o livro “Na Cova dos Leões” na sua totalidade.

Vou compartilhar apenas alguns trechos que, espero, agucem o apetite de quem deseja conhecer a verdade e deixar de fazer papel de otário. Permanecer na mentira depois de saber a verdade, é uma passagem sem volta para uma eternidade de dor e sofrimento. E, não adianta desculpar-se com a “fé” que herdou dos antepassados. Essa fé não salva porque está depositada num embuste Deus abomina e que você se recusa a ver.

 

“A chave de tudo em negócios da igreja _ quaisquer que sejam, é o confessionário. […] Estudaram juntos todos os pormenores e hipóteses, pró e contra. Um deles _ e não dos menos delicados _ dizia respeito às palavras que era necessário pôr na boca dos garotos. Na deles e na da Santa, não fosse ela tagarelar como a de La Salette, ou empregar expressões idiotas como a de Lourdes. […] Uma das mães era letrada. Aproveitaram a circunstância, passando-lhe a Missão Abreviada para ler em família. Golpe de mestre! Dentro de pouco, os três miúdos não só conheciam a história de La Salette como tinham visões durante o sono. Quase todas as noites lhe aparecia a Santa, coroada de estrela, mãos em súplica e rosário pendente. Os últimos ensaios versaram sobre as palavras que ouviriam à Santa. Poucas e acessíveis à mentalidade dos comparsas. «Eu sou a Nossa Senhora do Rosário!» Apesar de tão cautelosamente ponderadas, quem não vê logo serem impróprias da pessoa a quem vão ser atribuídas? Fosse ela mais modesta e melhor conhecedora da língua portuguesa, e não teria empregado aquela fórmula, mas esta outra: «Sou a vossa Senhora do Rosário.» Era ainda mais simples, mais eufónico, mais cristão, mais tocante, e por isso de muito maior efeito. Mas o ensaiador não pensou nisso. E, se pensou, não corrigiu. […]

 

Absurda foi a lengalenga da menina Merlière em La Salette. Apesar disso, o próprio clero admitiu-a a correu mundo, levada pela boa fé dos que nela acreditaram. Absurda foi também a da futura Peregrina, e por isso mesmo os seus devotos lhe dão crédito e a repetem aquém e além-mar. Os empresários ensinaram assim, os meninos repetiram assim, o vizinhos da Cova acharam bem, e como nem o pároco da terra nem o bispo da diocese dissentiram, eis a inconcebível fórmula transformada num dogma de fé! […] Nos passos que se deram e falas que se trocaram na preparação da piedosa fraude, nunca o pároco foi visto. […] A repulsa do cardeal Mendes Belo, homem sensato e culto, lia pelo daquele arcebispo de Bordéus, Mr. Guibert, que, procurado um dia por certa religiosa, portadora duma mensagem da Mãe de Deus, respondera:

_«Está bem. O vosso discurso interessou-me. Portanto, a primeira vez que virdes a Santa Virgem, dir-lhe-eis da minha parte que lhe peço para que se digne vir dizer-me essas coisas a mim  próprio. Porque eu tenho muita confiança nela e nenhuma em vós, a quem não creio ser capaz de entender o que ela possa comunicar-vos.»

 

Como na diocese de Bordéus, também na de Lisboa, enquanto vivo fosse, o cardeal Mendes Belo não permitiria aparições de santas nem de santos. Tão convencido estava de que tudo aquilo era obra de charlatães, destituídos de qualquer sentimento de liberdade cristã, que desde o início proibiu a comparticipação do clero da sua diocese, no que foi realmente obedecido. E a melhor prova desse convencimento está no facto de ter morrido em 1929 sem nunca honrar, com a sua presença. A «Lourdes Portuguesa», como desde logo lhe chamaram. (O cónego Formigão foi ainda mais longe, denominando-a «Paraíso na Terra».) […] Pela confissão, tudo se sabe e tudo se manobra. Dela nada transpira sem autorização do confessor, que fecha a boca ao penitente com a ameaça de excomunhão maior. […] A confissão auricular! Conspiração sinistra, mas legar para o mundo católico! Pois aí a temos actuando, noite e dia, na paróquia de Fátima, para levar à cena a tragicomédia das aparições!

 

Do livro: Na Cova dos Leões

Tomás da Fonseca

 

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