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NASCIDOS CATÓLICOS

Já não basta sabermos o que cremos. É essencial saber porque é que cremos. Acreditar nalguma coisa não significa necessariamente que ela seja verdadeira: (Paul Little)

NASCIDOS CATÓLICOS

Já não basta sabermos o que cremos. É essencial saber porque é que cremos. Acreditar nalguma coisa não significa necessariamente que ela seja verdadeira: (Paul Little)

1 – OS PAIS DA IGREJA NÃO CRIAM NA TRANSUBSTANCIAÇÃO

“Os símbolos místicos (o pão e o vinho) não abandonam a sua natureza depois da consagração, mas conservam a substância e a forma em tudo como antes (Teodoreto, Dialogus, Liber II)

“O sacramento do corpo e do sangue de Cristo é verdadeiramente coisa divina; mas o pão e o vinho permanecem na sua substância e natureza de pão e vinho” (Gelásio, Das duas naturezas)

“Antes da consagração o chamamos pão, mas depois perde o nome de pão e torna-se digno que o se chame o Corpo do Senhor, embora a natureza do pão continue tal nele” (Crisóstomo, Epístola a Cesário)

“Quando a carne de Jesus Cristo estava na terra, ela certamente não estava no Céu; e agora que ela está no Céu, seguramente não está na terra (Vigílio, Cont. Eutich. Liv. IV)

Nada do que é visível é bom. De fato, nosso Deus Jesus Cristo, estando agora com o seu Pai, torna-se manifesto ainda mais” (Inácio aos Tralianos, 3:3)

“Porque assim naquele que é também vosso evangelho o anunciou Deus, chamando ao pão o seu corpo; para que daqui também entendas que deu a figura de pão ao seu corpo” (Tertuliano, Contra Marcião, III. 19)

“Depois de ter declarado, portanto, desejar fazer a ceia de Páscoa que Lhe pertencia, - teria sido indigno se Deus tivesse desejado algo que não lhe pertencia - tomou o pão e o distribuiu aos seus discípulos e fez dele, o seu corpo, dizendo: 'Isto é o meu corpo ', isto é, 'a forma do meu corpo'. Mas não poderia ser a forma do corpo, se não tivesse havido o corpo de realidade. De resto, uma coisa vazia, isto é um fantasma, não teria podido admitir uma figuração. Ou se Cristo figurou o corpo no pão por este motivo, da falta da realidade do corpo, então deveria ter dado o pão por nós” (Tertuliano, Contra Marcião IV, 40) 

“Se não comerdes a carne do Filho do homem e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós’ (Jo 6,54). Aqui, parece ser ordenada uma ignomínia ou delito. Mas aí se encontra expressão simbólica que nos prescreve comungar da paixão do Senhor e guardar, no mais profundo de nós próprios, doce e salutar lembrança de sua carne crucificada e coberta de chagas por nós” (Agostinho, A Doutrina Cristã, Livro III, Cap.24)

“Não é a matéria do pão, mas a palavra dita sobre ele, ao que ajuda ao que não o come indignamente. Tudo acerca do corpo é típico e simbólico (Orígenes, Comentário sobre Mateus 15.10-20) 

“E estas coisas certamente são ditas do corpo típico e simbólico (Orígenes, Comentário sobre Mateus, Livro 11, 14) 

O Verbo Deus não chamou seu corpo àquele pão visível que tinha nas suas mãos, mas à Palavra, em cujo mistério devia partir-se o pão. Não chamou seu sangue àquela bebida visível, mas à Palavra, em cujo mistério se serviria esta bebida. Porque que outra coisa pode ser o corpo ou o sangue do Verbo Deus senão a palavra que alimenta e alegra os corações?” (Orígenes, Comentário sobre Mateus série 85) 

“De muitos modos o Verbo é descrito figurativamente, como alimento, como carne, como refeição; é pão, é sangue e leite. O Senhor é tudo isso para dar gozo a nós que temos crido nele” (Clemente de Alexandria, Pedagogo I. 6) 

“Noutro lado o Senhor, no Evangelho segundo João, menciona isto mediante símbolos, quando disse: ‘Comei a minha carne e bebei o meu sangue’ [João 6:34]; descrevendo claramente por metáfora as propriedades bebíveis da fé e da promessa, por meio da qual a Igreja, como um ser humano composto de muitos membros, é refrescada e cresce, é ligada e compactada por ambas – pela fé, que é o corpo, e pela esperança que é a alma; como também o Senhor de carne e sangue” (Clemente de Alexandria, O Pedagogo, 1:6) 

“Mas uma vez que Ele disse: ‘E o pão que darei é a minha carne’ e uma vez que a carne é umedecida com sangue, e o sangue é denominado figurativamente vinho, estamos convidados a saber que, como o pão, desfeito numa mistura de vinho e água, apanha o vinho e deixa a porção aquosa, assim também a carne de Cristo, o pão do céu, absorve o sangue; isto é, aqueles dentre os homens que são celestiais, nutrindo-os para imortalidade, e deixando para destruição somente as concupiscências da carne” (Clemente de Alexandria, O Pedagogo, 1:6) 

“Assim, de muitas maneiras o Verbo é figurativamente descrito, como alimento, e carne, e comida, e pão, e sangue, e leite. O Senhor é tudo isto, para dar-nos desfrute a nós que cremos nEle. Que ninguém pense que é estranho, quando dizemos que o sangue do Senhor é figurativamente representado como leite. Pois, não é figurativamente representado como vinho?” (Clemente de Alexandria, O Pedagogo, 1:6) 

“Então será apresentada a oblação ao bispo e ele dará graças sobre o pão porque é o símbolo do corpo de Cristo; sobre o cálice de vinho misturado, porque é a imagem do sangue que foi derramado por todos os que creem nele” (Hipólito de Roma, A Tradição Apostólica, 21) 

 

CorpusChristi1

 

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