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NASCIDOS CATÓLICOS

Já não basta sabermos o que cremos. É essencial saber porque é que cremos. Acreditar nalguma coisa não significa necessariamente que ela seja verdadeira: (Paul Little)

NASCIDOS CATÓLICOS

Já não basta sabermos o que cremos. É essencial saber porque é que cremos. Acreditar nalguma coisa não significa necessariamente que ela seja verdadeira: (Paul Little)

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1) No Concílio de Éfeso, ano 431, Maria foi declarada Mãe de Deus. 

Na verdade, segundo a Bíblia,  Maria foi mãe do corpo físico de Jesus Homem e o objectivo do Concílio era ratificar o facto de Jesus nunca ter deixado de ser Deus. Deus é o Criador. Jesus é Deus Eterno, o Criador de Maria. Deus, o Ser de Deus - Pai, Filho e Espírito Santo - não tem mãe. Deus é o Criador, Maria Sua criatura. Além disso, os Concílios não são infalíveis, pois enquanto Roma aceita 21 concílios os Ortodoxos só aceitam 7. Se os Concílios fossem infalíveis e inerrantes não haveria discussão sobre quais seriam válidos. Portanto, biblicamente, não existe nenhuma evidência que nos diga explicitamente que Maria era mãe de Deus. O Novo Testamento faz 39 menções de Maria como “mãe de Jesus” (Christotokos), mas absolutamente nenhuma de que seja “mãe de Deus” (Theotókos).

Entenda 👇

a) Maria não é mãe do Pai; 

b) O Pai é Deus;

c) Portanto, Maria não é mãe de Deus.

 

a) Maria não é mãe do Espírito Santo;

b) O Espírito Santo é Deus;

c) Portanto, Maria não é mãe de Deus.

2) No Concílio de Latrão, ano 469, foi determinado  que Maria não teve outros filhos.

A Bíblia,  no entanto, regista  que  José "não a conheceu até que deu à luz seu filho, o primogénito; e pôs-lhe por nome Jesus." (Mateus 1:25). O termo “não a conheceu ” (corporalmente) até Jesus nascer. O termo “conhecer” era frequentemente utilizado pelos hebreus em referência ao acto sexual entre marido e mulher. Ex: Adão “conheceu  Eva, sua mulher; ela concebeu e deu à luz Caim”(Gn.4:1). Se Deus quisesse que a Igreja de Cristo acreditasse que Maria permaneceu eternamente virgem, que não consumou o casamento com o seu marido, José, Mateus teria escrito que José "nunca a conheceu", mas não foi isso que ele escreveu.  O texto bíblico, além de deixar implícito que o casamento foi consumado após o nascimento de Jesus Cristo, refere que Jesus é o PRIMOGÉNITO (primeiro filho) de Maria o que, à partida, significa que depois houve outros filhos. Iminentes cristãos do II Século registaram que Maria teve outros filhos com José.  Casar-se e ter filhos nunca desonrou nem sujou mulher nenhuma. E, naquele tempo, não os ter era considerado maldição.

 3) No Concílio de Nicéia, ano 787, foi instituído o Culto a Maria (hiperdulia)

A igreja foi muito sagaz ao pedir a uma mulher, a Imperatriz Irene, para presidir ao Concílio. Com esse estratagema conseguiu sensibilizar os bispos que aprovaram a nova devoção sancionada pelo papa Adriano I. Contrariamente ao ensino bíblico, no qual Jesus Cristo ordena: Adorarás o Senhor teu Deus, e só a ele servirás. Lucas 4:8 A Bíblia é clara! Só Deus - Pai, Filho e Espírito Santo - é digno de devoção e adoração. Em momento nenhum a Palavra de Deus fala sobre dulia latria. Aliás, o que vemos na Escritura é a rejeição enfática dos apóstolos a qualquer gesto de adoração: E aconteceu que, entrando Pedro, saiu Cornélio a recebê-lo, e, prostrando-se a seus pés o adorou. Mas Pedro o levantou, dizendo: Levanta-te, que eu também sou homem. Atos 10:25,26 Só o Deus triúno merece a nossa adoração. 

A tentativa de criar duas palavras para iludir quem lê as Escrituras e rapidamente percebe que TODA a adoração deve ser dada única e exclusivamente a Deus seria facilmente percebida pelos fiéis se conhecessem o significado de cada uma das palavras: O termo latria deriva do grego latreuo, que significa servir. A palavra dulia vem do grego doulus e significa servo ou escravo. Creio que fica claro que ambos os termos implicam servir/ser escravo. Ora a Bíblia é muito clara: O povo disse a Josué: “Serviremos ao Senhor, nosso Deus, e obedeceremos somente a ele!”Josué 24:24 O que será, então, a hiperdulia prestada a Maria? Significará super-escravos de Maria?

Na prática, qualquer pessoa percebe que os devotos de Maria não sabem qual é a diferença entre as palavras, pois eles prostram-se diante de Maria da mesma forma que se prostram diante de Deus, rezam a Maria e aos santos tal como rezam a Deus, acendem-lhe velas, transportam-nas em procissão, queimam-lhe incenso... Adoram-na, independentemente do nome que dão a essa adoração.

4) O Dogma da "Imaculada Conceição" foi proclamado em 1854 pelo papa Pio IX, por conta própria e sem necessidade de nenhum Concílio.

Esse papa censurou a liberdade de Consciência, de Culto, do acesso do povo à  Palavra de Deus e da Imprensa. 

Em 8 de Dezembro de 1854, o papa Pio IX emitiu uma bula na qual definiu “a doutrina que sustenta que a beatíssima Virgem Maria foi preservada imune de toda a mancha da culpa original no primeiro instante da sua concepção por singular graça e privilégio de Deus omnipotente, em atenção aos méritos de Cristo Jesus Salvador do género humano, está revelada por Deus e deve portanto ser firme e constantemente crida por todos os fiéis" (Pio IX, Bula Ineffabilis Deus, 8 de Dezembro de 1854).  
A coisa é tão séria que é levada até as últimas consequências. O Terceiro Catecismo Católico afirma que quem não quiser crer nisso, será herege: 
"É de fé que a santíssima foi concebida sem pecado original, porque esta verdade foi solenemente definida pelo Sumo Pontífice Pio IX em 8 de Dezembro de 1854 e quem não quiser crer, será herege"(Terceiro Catecismo, Editora Vozes, pág.190).
Ainda assim, a própria Enciclopédia Católica admite que não há “nenhuma prova directa do dogma que possa ser encontrada nas Escrituras” (The Catholic Encyclopedia, Volume 7, 1913, pág.675). Se os próprios católicos admitem que não há nenhuma prova Escriturística a este respeito, o nosso próximo passo será perceber se os Pais da Igreja criam no dogma mariano. Vejamos:

Orígenes (185 – 253): 
"Maria pertence ao número daqueles de quem Cristo profetizou que haveriam de se escandalizar nEle, como os apóstolos, ela também ficou perturbada com a catástrofe da cruz; e era necessário que pecasse assim em certa medida, para que também ela fosse remida por Cristo" (Orígenes de Alexandria, Homília 17, sobre Lucas). 
Orígenes não parecia ter dúvidas de que Maria era pecadora, pecou, e que, por isso, teve que ser remida por Cristo.

Tertuliano (160 – 220) concordava com Orígenes: "Porque somente Deus é sem pecado, e o único homem sem pecado é Cristo, desde que Cristo é também Deus” (Tertuliano, “De Anima”, XI) 

Para o grande teólogo do 2º século, só Deus é sem pecado, e, consequentemente, Jesus, pois Ele é Deus. A não ser que ele considerasse Maria uma deusa, é óbvio que ela também cometeu pecado, pois Deus é o único sem pecado.

João Crisóstomo (349 – 407) disse mais: "Nas bodas de Caná Maria foi molesta e ambiciosa" (João Crisóstomo, Homília sobre Mt 12:48) 

Há mais sobre o assunto, mas fica para um post sobre o assunto. 

5) Cem anos depois, em 1950 a velha Igreja Católica deixa a cristandade perplexa quando, baseando-se  numa lenda infantil, com 15 séculos,  o papa Pio XII proclama a "Assunção de Maria".

Depois de todas estas decisões anti-bíblicas, pensaram  aumentar o peso da coroa que lhe prepararam proclamando-a "Rainha dos Céus, mãe de todas as graças" e outros títulos que a mãe de Jesus Cristo rejeitaria se cá estivesse.

A mãe de Jesus é invocada no Catolicismo como: Nossa Senhora do Bom-Parto, das Dores, da Agonia, da Luz, da Encarnação, do Bom-Despacho, da Boa Hora, das Causas Perdidas, etc. etc. etc.

Mas, a menção mais insensata e irreverente a Maria é encontrada nas palavras do Padre António Vieira (Vol. 10, pág 198), onde compara o "Ventre Virginal de Maria com a Letra Ó". Essa expressão deu origem à "Nossa Senhora do Ó", adorada em Portugal, no Brasil e creio que noutros países.

Incrivelmente estranha é a doutrina dos jesuítas no "ÉLUCIDARIUM DE POSA", onde descrevem uma Maria hermafrodita, concorrendo como homem e mulher para produzir o corpo de Cristo! Secundan generalem naturae tenorem ex parte maris et ex parte feminae.(Ver Os Jesuítas, Ano IV, nr. 1, pág 5 , Rio de Janeiro).

Convenhamos que, olhando para o que os Jesuítas dizem sobre a mãe de Jesus, os evangélicos  não são tão irreverentes assim para com a mãe do Salvador!