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NASCIDOS CATÓLICOS

Amordaçados, sem liberdade de escolha, nascem assim, crescem assim e rumam ao inferno pensando que o purgatório existe. Enganados, seguem crendo em homens, na contramão daquela que dizem ser A Palavra de Deus.

NASCIDOS CATÓLICOS

Amordaçados, sem liberdade de escolha, nascem assim, crescem assim e rumam ao inferno pensando que o purgatório existe. Enganados, seguem crendo em homens, na contramão daquela que dizem ser A Palavra de Deus.

Quando a Ignorância é a Religião do Povo

E se eu vos disser que me está a custar assimilar tanta barbaridade cometida ao longo dos séculos por uma instituição que se diz: "A Única Igreja Verdadeira"?

Já tinha lido bastante literatura evangélica que denunciava tanta maldade, mas, a sério, acho que ainda duvidava que não houvesse nessa literatura alguma falta a isenção... O pior é que, a dura realidade é bem pior.

Comprei o livro "Os Papas" da autoria de: John Julius Norwich e, há no autor uma clara intenção de não pintar os papas tão maus como na verdade foram ao atribuir as atrocidades  ordenadas por eles à época, e ao exaltar factos como enriquecer a biblioteca do Vaticano como grandes feitos de homens que, afinal, não fizeram tudo mal. Mas, o que nos é relatado como factos históricos inegáveis é abominável e mostra-nos uma instituição política com uma máscara "cristã" que sempre lutou pelo poder de dominar o mundo. Uma instituição liderada por famílias ricas e, mais tarde, por reis e presidentes a quem o papado abria o caminho para o poder e que mais tarde ou mais cedo acabava por dominar o próprio papa.

 

O que mais me choca no papado, e no povo católico, é o ódio que nutrem pelo povo de Deus - o povo judeu! É incrível que digam adorar um judeu (Jesus Cristo) e ocupar a cadeira que Pedro [judeu] ocupou (Pedro NUNCA foi papa), e persigam os judeus tão acerrimamente. Ok! O amado leitor até pode dizer que hoje já não é assim, mas... Uma árvore má não pode dar bons frutos!

 

Todos os papas foram eleitos por conveniências políticas. Todos, sem excepção!

 

E confesso a minha ignorância ao deparar-me com verdades tão atrozes como estas:

 

  • Em 1921, Bento XV, conseguiu restabelecer as relações com a França, depois de ter tido tacto suficiente para canonizar Joana d'Arc em 1920.

 

  • Mussolini (ditador italiano) poderia ter sido derrotado nas eleições parlamentares porque, em conjunto, os Socialistas e o Partido Popular de D. Luigi, poderiam ter assegurado a sobrevivência da liberdade na Itália, mas Pio XI não queria nada disso. Assim, Don Luigi foi informado de que sua santidade considerava as suas actividades políticas incompatíveis com o seu sacerdócio e exilou-se obedientemente. Na Itália, impotente por se ver desprovido do apoio papal, o seu partido extinguiu-se discretamente.

Em contrapartida, os fascistas ganhavam consistentemente o poder. [...] Mussolini já não tinha qualquer obstáculo contra a imposição de uma ditadura. Então, foi assinada uma concordata.

A concordata tratava do estatuto da igreja na Itália. Declarava o catolicismo romano a única religião sancionada pelo Estado, reconhecia a lei canónica ao mesmo nível que a lei estatal, proporcionava ensino religioso nas escolas públicas e validava os casamentos celebrados pela igreja católica. O papa chegou a aclamar Mussolini como "um homem enviado pela Providência" e, nas eleições de 1929, a maioria dos católicos foi encorajada pelos seus padres a votar nos fascistas.

 

  • A 20 de Julho de 1933, a Concordata Alemã também foi assinada por Pacelli em nome de Pio XI e por Franz von Papen, vice- chanceler do Reich, em nome de Adolf Hitler. O clero católico e as escolas católicas da Alemanha recebiam generosos privilégios em troca da retirada, pela igreja Católica, com as suas diversas associações e os seus diferentes jornais, de toda e qualquer acção sociopolítica. Tal como acontecera em Itália, essa retirada implicava a perda de um partido político. Na esperança de um entendimento com Mussolini, Pio sacrificara efectivamente o Partito Populare.

Agora, por insistência de Hitler, Pacelli intimava que, no que respeitava ao Vaticano, o Partido Central _ o segundo mais forte do Reichstag, também liderado por um padre, o monsenhor Ludwig Kaas, e que incluía a grande maioria dos católicos alemães nas suas fileiras _ era, tanto quanto dizia respeito ao Vaticano, dispensável. Quanto a monsenhor Kaas, que, naquela altura já se deixava influenciar por Pacelli e raramente saía do seu lado, foi levado para Roma, onde o encarregaram da estrutura da Basílica de S. Pedro. [...] Pacelli e Pio XI, em conjunto, prepararam o caminho para o avanço desenfreado do nazismo _ e do tratamento que estes aplicaram aos judeus. Em 1933, num conselho de ministros, Hitler chegou a gabar-se de que "a Concordata proporcionou uma oportunidade à Alemanha e criou uma zona de confiança particularmente significativa na luta em progresso contra os judeus a nível internacional." O Papa Pio XI NUNCA criticou o Holocausto, NUNCA criticou Hitler abertamente sobre o extermínio do povo judeu. Pio XI morreu no dia 10 de Fevereiro de 1939 sem nunca ter criticado o Holocausto. O Papa que lhe sucedeu, Pio XII, fez exactamente o mesmo!

  • No ano de 1931, Pio XI, também abriu o caminho para o general Franco [outro ditador] assumir o poder em Espanha assinando uma concordata semelhante às anteriores.

O que é que a igreja de Cristo tem a ver com estas manobras políticas? _ Nada!

Como diz o velho ditado: «Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és!» Neste caso, uma ditadura assassina só pode abrir caminho a outras ditaduras tão assassinas quanto.

 

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