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NASCIDOS CATÓLICOS

Já não basta sabermos o que cremos. É essencial saber porque é que cremos. Acreditar nalguma coisa não significa necessariamente que ela seja verdadeira: (Paul Little)

NASCIDOS CATÓLICOS

Já não basta sabermos o que cremos. É essencial saber porque é que cremos. Acreditar nalguma coisa não significa necessariamente que ela seja verdadeira: (Paul Little)

 

 

 

 

uma-vez-salvo-salvo-para-sempre“Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra há de completá-la até ao dia de Cristo Jesus.” (Filipenses 1:6)
O Aloysio comentou:
"Maria Helena.
Devemos ter certeza da salvacão ? ... Essa doutrina protestante de que "uma vez salvo sempre salvo" não está de acordo com a Sagrada Escritura que eles tanto dizem que seguem. ... Temos que dar testemunho de nossa fé com as nossas obras.  São  elas que mostram se realmente nos convertemos , se realmente estamos esforçando para levar uma vida santa."
A minha resposta, segundo o ensino da Palavra de Deus, é: SIM!
E tu podes perguntar:  "Então, quer dizer que se eu abandonar a fé e fizer o mal, ainda assim, serei salvo?!”
A minha resposta é óbvia: _ NÃO! Esta é uma dedução precipitada e totalmente errada, mas, infelizmente, tem sido a interpretação aceita por muitos.
Quando ouvimos a declaração:“Uma vez salvo, salvo para sempre”, não é inteligente nem correcto partir para suposições e conclusões práticas sem antes considerar o ponto de vista doutrinário sobre o assunto.
Uma vez salvo, salvo para sempre? Ok! Então, a tua pergunta deve ser: "_O que é ser salvo? Quando é que podemos afirmar que uma pessoa é/está salva? Será que todos os que frequentam a igreja são salvos?"
_ NÃO! A resposta é "não"! O Senhor Jesus advertiu-nos de que haveria joio em meio ao trigo (Mateus 13:25).
Tu podes insistir: "_ E os que levantam as mãos, falam em nome de Cristo, manifestam dons, etc, será que todos estes são salvos?"
_ Mais uma vez, a resposta é NÃO! Se assim fosse, o Senhor Jesus não teria dito: "Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade." (Mateus 7:22-23)
_ Mas, ó Helena, vai dizer-me que todos aqueles que acreditam em Deus são salvos? É isso?
_ NÃO! A Bíblia diz: "Tu crês que há um só Deus; fazes bem. Também os demónios o crêem, e estremecem." (Tiago 2:19) Ora, nós sabemos que nenhum demónio será salvo!

_ Então, o que é que significa ser salvo?
 O que é que caracteriza um salvo? O que é que as Escrituras nos ensinam a respeito disso?- perguntas tu.
Mais uma vez,  é a  Bíblia que te responde:
Certa noite um homem chamado Nicodemos,um dos principais dentre os judeus, foi ter com Jesus. Nicodemos iniciou o diálogo com Jesus, mas, antes que tivesse tempo de perguntar algo, Jesus disse-lhe: "Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus." (João 3:3).
Esta é a chave para a compreensão da verdade bíblica que diz: "Uma vez salvo, salvo para sempre!" _ Uma pessoa só poder ser salva se tiver nascido de novo. A isto chama-se: regeneração. Este é o entendimento do apóstolo Pedro quando declara: "Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos." (1 Pedro 1:3).
Quando afirmamos que um salvo não perde a sua salvação, consideramos o salvo como alguém regenerado, alguém que nasceu de novo pelo poder do Espírito Santo.
E, alguém que foi regenerado, que nasceu de novo e é habitado pelo Espírito Santo, não considera "abandonar a fé, cair no mundo e fazer o mal, ou simplesmente não fazer o bem". Alguém, em quem habita o Espírito de Deus, pensa nas coisas do Pai, anseia obedecer-Lhe, luta contra o pecado e morre para o mundo. Como dizia Paulo: "Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim. " (Gálatas 2:20).
Há muitas pessoas que mudam de religião e desenvolvem a sua religiosidade nos bancos da "igreja", no meio da igreja, participam nos cultos e em todas as actividades da "igreja", são baptizadas, participam da ceia, todos as consideram uma bênção, mas... passado algum tempo, desviam-se dos caminhos do Senhor, apostatam da fé e morrem no pecado.  
_ Será que essas pessoas, algum dia, foram verdadeiramente convertidas? Se foram regeneradas, se foram salvas do pecado, como é que podiam viver na prática do pecado? Será que isso é possível?
O apóstolo João diz que: NÃO! "Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus." (1 João 3:9).
De acordo com João, aqueles que nasceram de Deus,  não podem viver na prática do pecado. Logo, segue-se que, aqueles que abandonaram a fé e morrem no pecado, nunca nasceram de Deus, nunca foram regenerados; eles fazem parte do joio e estiveram durante algum tempo no meio do trigo, no meio da igreja.

Entendeste? Os genuínos convertidos, os que realmente nasceram de novo - os regenerados – não podem viver na prática do pecado.
Calma Aloysio! Não estou a dizer que o cristão não peca, sei que o pecado é uma triste realidade presente na vida de todos os viventes. Entretanto, o pecado não é uma marca na vida do crente fiel. Enquanto os ímpios estão mortos em  delitos e pecados e caminham segundo o curso de um mundo em trevas, segundo o príncipe das potestades do ar; enquanto eles vivem sob a escravidão do pecado e estão subjugados pelas inclinações de sua natureza caída, os cristãos foram trazidos de volta à vida, foram vivificados "E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados, Em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência; Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também." (Efésios 2:1-3).  
Os verdadeiros cristãos são tentados, lutam contra o pecado com todas as suas forças, podem caír, mas estão livres da escravidão do pecado: "Porque o pecado não terá domínio sobre vós...” (Romanos 6:14).
Os verdadeiros crentes estão livres do domínio do pecado e são habilitados pelo Espírito Santo (não pela sua própria força de vontade) a vencerem a carne, o pecado, Satanás e o mundo: “Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo..." (1 João 5:4a).
Ora, se alguém é tragado e vencido pelo mundo, não pode ser nascido de Deus!
Estejamos, pois, convictos de que os verdadeiros cristãos – os nascidos de novo – jamais perecerão no pecado desviando-se dos santos caminhos; os regenerados não vivem na prática do pecado porque neles permanece a divina semente e eles estão verdadeiramente livres da escravidão do pecado. Não obstante, há ainda uma questão importante que deves querer ver respondida:
_ Porque é que  um regenerado está salvo para sempre?
Mai uma vez, é o apóstolo João que te responde: “Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não vive em pecado; antes, Aquele que nasceu de Deus o guarda.” (1 João 5:18).
Então, caro Aloysio, segundo nos ensina a Bíblia, o motivo pelo qual um cristão regenerado não perde a sua salvação é porque AQUELE que nasceu de Deus, Jesus Cristo, o guarda.
É importantíssimo que tenhamos sempre em mente esta verdade bíblica: se nós permanecemos firmes na fé, não o fazemos pela força do nosso intelecto, do nosso crer; mas sim pelo poder de Deus, que nos guarda; afinal, a fé é dom de Deus "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus." (Efésios 2:8) e, é Ele quem “nos guia pelas veredas da justiça, por amor do seu nome.” (Salmos 23:3). Se a nossa vida está segura e guardada nas primorosas mãos do Omnipotente, do Deus Todo Poderoso, o quê, ou quem, poderá arrebatar-nos delas?

Como já te disse antes, como cristã crente na Palavra de Deus, estou plenamente certa da salvação eterna de um cristão regenerado.
Tenho esta certeza porque creio que aqueles a quem Deus "chamou a estes também justificou; e aos que justificou a estes também glorificou." (Romanos 8:30), sei que os que por Ele foram regenerados, são guardados pelo seu poder! "Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não peca; mas o que de Deus é gerado conserva-se a si mesmo, e o maligno não lhe toca." (1 João 5:18).
Uma vez selados com o Espírito Santo da promessa, temos o mesmo Espírito como garantia e como penhor da gloriosa herança que nos fora prometida – e Aquele que fez a promessa é fiel para a cumprir: "Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa; O qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão adquirida, para louvor da sua glória." (Efésios 1:13-14).
"Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor." (Romanos 8:38-39)
Com esta convicção, nós, cristãos, à semelhança do apóstolo Paulo, poderemos declarar com intrepidez: “Temos por certo isto mesmo, que Aquele que em nós começou a boa obra há de completá-la até ao dia de Cristo Jesus!" (Filipenses 1:6).

Que o SENHOR, pelo seu Espírito, aplique estas verdades ao teu coração Aloysio! Amém!
Quanto ao resto do teu comentário, ele só demonstra que ainda achas que podes ter méritos na salvação... esqueces-te que, fazer boas obras é o modo de vida de qualquer cristão regenerado, está presente no seu novo ADN. Quaisquer boas obras que o homem possa fazer sem que tenha sido regenerado (nascido de novo), não passam de "trapos de imundície" para Deus. Isaías disse qual é a condição do homem não regenerado e o que é que as suas boas obras representam para Deus: "Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniquidades como um vento nos arrebatam." (Isaías 64:6)  
Um cristão salvo, regenerado, tem os seus olhos postos em Cristo, o seu alvo é alcançar a estatura de varão perfeito, ser imitador de Cristo. É por isso que Paulo diz: "Para ver se de alguma maneira posso chegar à ressurreição dentre os mortos. Não que já a tenha alcançado, ou que seja perfeito; mas prossigo para alcançar aquilo para o que fui também preso por Cristo Jesus. Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus." (Filipenses 3:11-14) 
Aqueles que, como tu, pensam estar de pé pelo que fazem ou pela religião que praticam... não pelo que Cristo fez... vão cair!
Paulo também disse: "A obra de cada um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um. Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, ..." (1 Coríntios 3:13-15)

Não! Rezar pelos mortos é uma doutrina criada pela ICAR no ano 360 d.C.

Talvez porque não havia na Bíblia nada que desse respaldo a esta prática pagã, em 1546, no concílio de Trento, a ICAR acrescentou o livro de Tobias às Escrituras.

Como nunca me deixei guiar pelo ouvido, decidi ler os apócrifos. Isso mesmo. Tenho uma Bíblia Católica aqui à minha frente e comecei por ler Tobias.É incrível a cegueira de tantos milhões guiados por lendas, romances ou novelas.

Como é que alguém. no seu juízo perfeito, pode ignorar todo o ensino da Palavra de Deus e ser conduzido por um livro que "não conta uma história real" e que é uma "espécie e romance ou novela, destinado a transmitir ensinamento"?

 

Vejam o que é que a Bíblia católica diz acerca da credibilidade do livro de Tobias:

"O livro de Tobias foi escrito cerca do ano 200 a.C.. Apesar das aparências, não conta uma história real, pois os acontecimentos nele descritos dificilmente se enquadram na História desse período. O livro pertence ao género sapiencial e é uma espécie de romance ou novela, destinado a transmitir um ensinamento. ... A finalidade do livro, portanto, é ensinar. Destaca-se, entre outras coisas, a descoberta da providência divina na vida quotidiana (arcanjo Rafael), a fidelidade à vontade de Deus (Lei), a prática da esmola, o amor aos pais, a oração e o jejum, a integridade do matrimónio e o respeito pelos mortos. O autor mostra, sobretudo, que o homem justo não vive sozinho: está sempre acompanhado e protegido por Deus." (Bíblia Sagrada, Edição Pastoral, 1993)

 

A grande finalidade do livro de Tobias é respaldar a doutrina da reza pelos mortos. Ponto.

Outra finalidade é aligeirar a verdade acerca da mentira. Como é possível que alguém que conhece o carácter de Deus acredite que um anjo enviado por Ele possa mentir conforme lemos: "Apenas saíra, Tobias encontrou um jovem de belo aspecto, equipado como para uma viagem. Sem saber que se tratava de um anjo de Deus, ele (Tobias) o saudou e disse-lhe: De onde és tu, ó bom jovem? ... Tobit então perguntou-lhe: Rogo-te que me digas de que família e de que tribo és tu? Rafael respondeu: Que é que procuras: a raça do servo, ou o próprio servo para acompanhar teu filho? Mas, para tranqüilizar-te: eu sou Azarias, filho do grande Ananias."

Deus sempre abominou a mentira: "Os lábios mentirosos são abomináveis ao Senhor, ..." (Provérbios 12:22)

Jesus esclareceu-nos a identidade de quem usa a mentira e quem é o pai dela:

"Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira." (João 8:44)

 

O Diabo também é o pai da bruxaria. Já o anjo mentiroso, Rafael, ensina Tobias a fazer bruxaria ensinando-lhe algo como isto: "O anjo disse-lhe: Pega-o pelas guelras e puxa-o para ti. Tobias assim o fez. Arrastou o peixe para a terra, o qual se pôs a saltar aos seus pés. O anjo então disse-lhe: Abre-o, e guarda o coração, o fel e o fígado, que servirão para remédios muito eficazes. Ele assim o fez. ... Entretanto, Tobias interrogou Rafael: Azarias, meu irmão, peço-te que me digas qual é a virtude curativa dessas partes do peixe que me mandaste guardar. O anjo respondeu-lhe: Se puseres um pedaço do coração sobre brasas, a sua fumaça expulsará toda espécie de mau espírito, tanto do homem como da mulher, e impedirá que ele volte de novo a eles. Quanto ao fel, pode-se fazer com ele um ungüento para os olhos que têm uma belida, porque ele tem a propriedade de curar." (Tobias 6:4-5; 7-9).

Se isto não são práticas de bruxaria, são o quê?

 

No capítulo 12, temos outro ensino do anjo mentiroso, completamente alheio às Escrituras: "porque a esmola livra da morte: ela apaga os pecados e faz encontrar a misericórdia e a vida eterna;" (Tobias 12:9)

O anjo mentiroso ensina a salvação pelas obras. Em toda a Escritura percebemos que só o sangue derramado (no AT o sangue dos animais sacrificados e no NT o sangue derramado por Cristo na cruz do Calvário que acabou com todos os sacrifícios antes requeridos), pode apagar os nossos pecados. E que só a fé no Único Senhor e Salvador nos livra da morte, dando-nos, na sua imensa misericórdia a vida eterna!"

Também lemos na Escritura que, o único mandamento com promessa é este: "Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá." (Êxodo 20:12). Este ensino é confirmado no NT: "Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa;" (Efésios 6:2).

 

O anjo mentiroso acaba a conversa dizendo: "Quando tu oravas com lágrimas e enterravas os mortos, quando deixavas a tua refeição e ias ocultar os mortos em tua casa durante o dia, para sepultá-los quando viesse a noite, eu apresentava as tuas orações ao Senhor. ... Eu sou o anjo Rafael, um dos sete que assistimos na presença do Senhor." (Tobias 12:12).

Onde é que, em toda a Escritura, é dito que Rafael é o nome de um dos sete anjos que assistem na presença do Semhor? Onde é que, na Bíblia, é dito que são eles que apresentam as nossas orações a Deus? Será o que deus de Tobias não estava capacitado para ouvir as orações do Seu povo? Em todo o AT, vemos os profetas a interceder pelo povo, nunca os anjos. E já agora... quantas vezes é que este anjo mentiroso é mencionado na Bíblia? Sem ser num livro apócrifo, claro.

 

Perante tudo isto, a única conclusão que podemos tirar é que o ensino da reza pelos mortos foi aprovado por um anjo mentiroso, num livro que não passa de uma "espécie e romance ou novela". Ou seja:

Os católicos acreditam em qualquer história da carochinha que o clero lhes impinja. Ponto.

 

Maria Helena Costa

 

A maior crítica à idolatria patrocinada e incentivada pela ICAR está contida num dos livros apócrifos que a igreja de Roma adicionou ao Antigo Testamento! BARUC.

Senão, vejamos:

 

Cópia de uma carta dirigida por Jeremias aos prisioneiros que deviam ser deportados para Babilônia, pelo rei dos babilônios, para dar-lhes conta da mensagem que Deus o havia encarregado de transmitir.

 

1. É por causa dos pecados que cometestes contra Deus que ides deportados para Babilônia como prisioneiros, por Nabucodonosor, rei dos babilônios.

2. Quando chegardes a Babilônia, será para ficardes lá por muito tempo, durante longos anos, até sete gerações. Depois disso, porém, farei com que volteis em paz.

3. Ireis ver em Babilônia deuses de prata, ouro e madeira, deuses que são carregados aos ombros e que, não obstante, inspiram temor aos pagãos.

4. Quanto a vós, preveni-vos! Não imiteis esses estrangeiros, deixando que também o temor desses deuses se aposse de vós.

5. Quando virdes a multidão comprimir-se em torno deles para adorá-los, dizei no silêncio de vossos corações: É somente a vós, Senhor, que devemos adorar.

6. Porque meu anjo estará ao vosso lado, e poderia vingar-se na vossa vida.

7. A língua desses deuses é polida por um artista. Mas, apesar de dourados e prateados, são falsos e incapazes de falar.

8. Como se fora para uma donzela apaixonada por enfeites, eles pegam ouro

9. e confeccionam coroas para serem colocadas nas cabeças de suas divindades. Acontece, até, que os sacerdotes roubam o ouro e a prata para utilizá-los em proveito próprio,

10. ou para presentear prostitutas que mantêm em suas casas. Eles ataviam com lindas vestes, como se fossem homens (esses deuses) de prata, de ouro ou madeira,

11. enquanto estes nem mesmo são capazes de defender-se contra a ferrugem e os vermes. Vestem-nos de púrpura;

12. precisam, porém, tirar-lhes do rosto a poeira que neles se acumula.

13. Possui o deus um cetro como se fora governador de província; mas é incapaz de condenar à morte aqueles que contra ele se rebelam.

14. Ostenta na mão o machado e a espada, mas nem pode garantir-se contra um inimigo ou um ladrão. E disto se pode concluir que não são deuses. Não tendes por que temê-los.

15. Quando a ferramenta de um homem se quebra, perde a utilidade. Assim também acontece com seus deuses.

16. Se os colocardes num templo, enchem-se seus olhos da poeira erguida pelos pés dos visitantes.

17. Quando um homem ofende o rei, fecham-se atrás dele as portas da prisão, porque vai ser conduzido à morte. Assim os sacerdotes defendem os templos por meio de portas munidas de fechaduras e ferrolhos, a fim de impedir que ladrões venham roubar os deuses.

18. E acendem mais luzes do que eles mesmos precisam, enquanto que os deuses não podem vê-las,

19. porque são apenas quais vigas de seu templo, cujo coração está também corroído. E eles nem se apercebem dos vermes que fervilham no solo e que vêm devorá-los, assim como as suas vestes.

20. Escurece-lhes os rostos a fumaça que se desprende do templo.

21. Morcegos, andorinhas e outras aves esvoaçam em torno de seus corpos, e gatos saltam sobre eles.

22. De tudo isso podeis concluir que não são deuses, e que nenhum respeito lhes deveis.

23. O ouro que os reveste serve, sem dúvida, para embelezá-los mas, se não se polir o ouro, não brilham. E nem sentiram quando foram fundidos.

24. Foram comprados por preço exorbitante, quando neles nem sequer um sopro de vida existe.

25. Não possuindo pés, devem ser carregados aos ombros, revelando assim a todos a sua ignomínia. Bem mais, porém, seus servos deveriam envergonhar-se,

26. pois se algum deus vier a cair por terra, não poderá por si mesmo levantar-se; virá alguém repô-lo de pé, pois que é incapaz de qualquer movimento. E se o colocarem obliquamente, não poderá erguer-se. São como cadáveres ante as oferendas que lhes trazem.

27. Os sacerdotes, porém, vendem essas ofertas em proveito próprio, e suas mulheres as preparam, sem nada repartir com os pobres e os infelizes.

 

28. As mulheres em seu estado de impureza e que deram à luz tocam nesses sacrifícios. Portanto, bem podeis reconhecer que não são deuses. Não tenhais pois para com eles respeito algum.

29. Como poderiam eles ser chamados deuses? Pois há mulheres que tomam parte no culto desses ídolos de prata, de ouro e de madeira!

30. E nos seus templos, os sacerdotes assentam-se com as vestes rasgadas, descoberta a cabeça, cabelos e barbas raspados!

31. Gritam e clamam ante seus ídolos, como se fora no festim de um morto.

32. E roubam-lhes as vestimentas e com elas presenteiam suas mulheres e filhos.

 

33. São incapazes de retribuir, quer se lhes faça um bem ou um mal. Nem mesmo poderiam aclamar um rei ou destroná-lo.

34. Nem podem dar ricos presentes nem (a mais vil) moeda. Se alguém não cumprir os votos que lhes fez, nem podem protestar.

35. Tampouco lhes é dado proteger alguém da morte, como arrancar o fraco das mãos do mais forte.

36. Não possuem o poder de dar vista ao cego, nem de salvar alguém da miséria.

37. Não se compadecem da viúva e nenhum bem fazem ao órfão.

38. Quais pedras da montanha, são esses ídolos de madeira, dourada ou prateada, e seus servos deveriam envergonhar-se deles.

39. Como, pois, crer em tais deuses, e assim chamá-los?

40. Os próprios caldeus os afrontam. Quando se lhes apresenta um mudo, levam-no a Bel, suplicando-lhe que dê voz ao mudo, como se o deus pudesse ouvir alguma coisa.

41. E, embora saibam bem isso, não podem abster-se de assim agir, tão falhos que são de inteligência.

 

42. Mulheres, cingidas de corda, vão sentar-se à beira dos caminhos e aí fazem fumaça, queimando sementes.

43. Quando uma delas é levada por um transeunte e com ele dorme, zomba da vizinha por não haver recebido semelhante honra e não ter sido rompida a sua corda.

44. É apenas mentira tudo quanto se faz perante eles. Como se poderá, então, acreditar e proclamar que sejam deuses?

 

45. Foram confeccionados por artífices e ourives, e não poderiam ser diferentes do que o quiseram seus artífices.

46. E se estes não atingem idade avançada,

47. como poderia ser diferente a obra de suas mãos? Assim só deixam a seus descendentes engano e vergonha.

48. Sobrevenham guerras ou calamidades, e eis os sacerdotes a entrarem em conciliábulos a fim de saber aonde deverão ir ocultar-se com seus ídolos.

49. Como acreditar, então, que sejam deuses aqueles que são incapazes de se salvar da guerra ou de outra qualquer calamidade?

50. Mais tarde vir-se-á a saber que os ídolos de madeira dourada ou prateada são apenas engano. E aos olhos de todos os povos e de todos os reis tornar-se-á evidente que não são deuses, mas obras de mãos humanas, já que nada se encontra de divino neles.

51. Como, pois, poderá deixar de se tornar evidente que não são deuses?

52. Eles não podem entronizar um rei num país, nem dar chuva aos homens.

53. Nem sequer podem ainda julgar suas contendas, nem protegê-los contra os males (que lhes advenham), pois de nenhum poder dispõem, assemelhando-se a gralhas que esvoaçam entre o céu e a terra.

54. Se o fogo atinge o templo desses ídolos de madeira dourada ou prateada, seus sacerdotes procuram salvar-se, pondo-se ao abrigo, enquanto seus deuses são consumidos quais vigas no incêndio.

55. E não poderiam resistir nem a um rei nem aos inimigos. Como admitir, então, ou mesmo supor que possam ser tidos por deuses?

56. Esses deuses de madeira prateada e dourada nem mesmo podem defender-se contra os ladrões.

57. Mais fortes que eles, arrebatam-lhes o ouro e a prata e até as vestes de que foram cobertos, e se retiram sem que os deuses tenham podido defender-se a si mesmos.

 

58. Assim, melhor que a dos falsos deuses é a condição de um rei, que pode lançar mão de seu poder, ou a de um utensílio doméstico, do qual o dono pode servir-se, ou mesmo a da porta de uma casa, que protege o que dentro dela se encontra, ou ainda a da coluna de madeira no palácio real.

59. O sol, a lua e as estrelas, que brilham e se destinam à utilidade dos homens, obedecem de boa mente.

60. Assim também o relâmpago, tão belo ao faiscar; o vento que sopra sobre a terra

61. e as nuvens que recebem de Deus a ordem de percorrer toda a terra executam a missão que lhes foi imposta.

 

62. Quando o fogo é enviado do céu para consumir as florestas das montanhas, cumpre o que lhe foi ordenado. Nem a beleza, nem o poder dos ídolos podem igualar-se a essas maravilhas.

63. Eis por que não há motivo para crer nem proclamar que sejam deuses, já que não lhes é dado praticar a justiça junto aos homens nem lhes outorgar o bem.

64. Se admitis que não são deuses, não tenhais deles receio algum.

65. Eles não têm a faculdade de amaldiçoar os reis nem de abençoá-los.

66. Muito menos podem fazer com que no céu apareçam sinais aos pagãos; não brilham como o sol, nem alumiam como a lua.

67. Valem mais que eles os animais, pois, ao menos pela fuga, têm a faculdade de procurar a segurança num abrigo.

68. De maneira alguma, pois, se nos convence que eles sejam deuses. Por conseguinte, não os temais.

69. Assim como um espantalho em campo de pepinos, esses deuses de madeira dourada ou prateada de nada preservam.

70. Moita de espinhos num jardim, na qual vêm os pássaros pousar; cadáver lançado em lugar tenebroso, eis o que são esses deuses de madeira dourada e prateada.

71. Enfim, pela púrpura e pelo escarlate que sobre eles se desgastam pode-se reconhecer que não são deuses. Acabarão por ser devorados, e se tornarão desonra para sua nação.

72. Melhor é, portanto, a condição de um homem honesto que não tem ídolos, pois assim estará sempre isento de confusão.

 

Baruc 6:1-72

Bíblia Sagrada - Edição Pastoral

 

"Maria Helena:

Tudo que você mencionou a respeito de Cristo, no seu texto acima é correto, menos o Cristo vilipendiado pelos protestantes, que fraudam, falsificam, deturpam a bíblia para ficar de acordo com o que  creem.É simplesmente, inacreditável o que vocês protestantes fazem,É de clamar aos céus. Abaixo vamos dar resposta ao seu texto.
Lutero renegou os 7 livros do Antigo Testamento porque eram fortemente contrários à sua doutrina. Por causa de uma das colunas de sua doutrina "Sola fide ", ou somente a fé, Lutero alterou o famoso "versículo" Mas o justo viverá da fé ( Rm.1,17 ) PARA "Mas o justo viverá somente pela fé" e renegava a Carta de Tiago, que ensina que somente a fé não basta, é preciso a obras,.devido ao prestígio que a Carta de Tiago tinha, Lutero não obteve sucesso ao excluir tal livro. Quanto ao Antigo Testamento, os protestantes então resolveram ficar com o catálogo definido pelos judeus da Palestina. Este catálogo judaico foi definido por volta de 100 DC na cidade de Jâmnia e estes foram os critérios estabelecidos pelos judeus para formarem seu Cânon Bíblico:

        O livro não poderia ter sido escrito fora do território de Israel,
        O livro teria que ser totalmente redigido em hebraico;
        O livro teria que ser redigido até o tempo de Esdras ( 458-428 AC )
        O livro não poderia contradizer a Torah de Moisés (os 5 livros de Moisés)

Devido à enorme conversão de judeus ao cristianismo, principalmente os judeus de língua grega, é que os judeus que não aceitaram a Cristo, desenvolveram um judaísmo rabínico, isto é, um judaísmo ultranacionalista, para conversão das comunidades judaicas ao cristianismo. Com este Cânon bíblico, era proibido pelo menos a leitura de todo o Novo Testamento, que mostra fortemente o cumprimento da promessa do  Messias na pessoa de Cristo.
Muitos dos originais hebraicos de alguns livros foram perdidos, existindo somente a versão grega na época da definição do Cânon judaico, Isto significa que livros como Eclesiástico e Sabedoria escritos por Salomão, não foram reconhecidos pelos judeus de Jâmnia, além de outros livros que foram    escritos em aramaicos durante o domínio Caldeu e Persa. Recentemente, os arqueólogos encontram - em Qumram, no mar morto, o original hebraico do livro Eclesiástico.
Os livros do Antigo Testamento que não foram unanimemente aceitos são chamados tecnicamente de deuterocanônicos.
Os protestantes entraram então em grande contradição, pois aceitam a autoridade dos judeus da Palestina para o Antigo Testamento e não aceitam a mesma autoridade para o Novo Testamento.
Aceitam a autoridade da Igreja Católica para o Novo Testamento e não aceitam a mesma autoridade para o Antigo Testamento.
Os apóstolos em suas pregações utilizavam a versão grga dos livros antigos, note que das 350 citações que o Novo Testamento faz dos Livros do Antigo  Testamento, 300 também se referem aos livros deuterocanônicos."

 

Aloysio:

Eu não sei qual é a Bíblia onde você leu: "O justo viverá somente pela fé". Tenho algumas versões da Bíblia em casa e elas dizem isto:

"E é evidente que pela lei ninguém será justificado diante de Deus, porque o justo viverá pela fé." (Gálatas 3:11) nas versões ARCF e ARC

_ Será que usou um texto bíblico que possa citar-nos? Qual é a Bíblia que usou? Ou, leu isso em alguma obra de apologética católica romana?

Infelizmente para si, isso não interessa nada porque os cristãos não seguem Lutero nem o que ele pensava e não renegam a carta de Tiago. Graças a Deus que ele não a conseguiu excluir porque ela é preciosa para o nosso ensino.

Somos salvos pela fé sim, mas a fé não pode ser morta. Todo o salvo, todo aquele que está em Cristo, faz boas obras. Tiago nunca ensinou que somos salvos pelas obras, ele ensinou que as obras acompanham sempre a fé verdadeira, a verdadeira religião, entendeu Aloysio?

 

Você escreveu: "Os protestantes entraram então em grande contradição, pois aceitam a autoridade dos judeus da Palestina para o Antigo Testamento e não aceitam a mesma autoridade para o Novo Testamento. Aceitam a autoridade da Igreja Católica para o Novo Testamento e não aceitam a mesma autoridade para o Antigo Testamento.

 

Caramba Aloysio... convenhamos que: o pior cego é aquele que não quer ver! Os "protestantes" não aceitam, nem reconhecem, a autoridade da Igreja Católica em NADA! Muito menos em relação ao Novo Testamento, à Palavra de Deus.

Esqueça os concílios. A Tanach é composta de quais livros?

Evangelhos apócrifos e livros apócrifos como os que a Icar acrescentou ao Antigo Testamento em 1546, aparecem a cada passo. A questão é: "Enquadram-se em todo o ensino das Escrituras que apontam para Cristo da primeira à última página (Antigo Testamento)? Se a resposta é não, devem ser rejeitados.

Porque é que os livros que a ICAR acrescentou ao AT devem ser rejeitados? É só ler esses livros e compará-los com os outros. É só ler algumas das suas práticas e vê-las condenadas noutros livros, enfim.

Aceitar a autoridade dos judeus quanto ao Novo Testamento? Mas... se eles não reconheceram o Senhor Jesus como Senhor e Salvador, como poderiam os cristãos aceitar a autoridade deles quando não entenderam as Escrituras?

O facto de os judeus não terem reconhecido o Messias, tal como estava previsto nas Escrituras, não anula que o AT estivesse correcto. Não anula a Tanach. Pelo contrário, dá-lhe toda a credibilidade ao cumprir as suas profecias.

_ Quem é que lhe disse que a Igreja Católica Romana teve ou tem qualquer autoridade em relação ao Novo Testamento?

_ Onde é que foi buscar essa informação?

 

Hipona e Cartago não é Roma

Os teólogos católicos acreditam que o Concílio de Hipona em 390 A.D. determinou quais os livros que foram realmente inspirados e colocados num só volume. Por isso,  dizem que todos dependem da autoridade da igreja católica para aceitar o cânon do NT. Mas, há vários erros neste argumento:

 

1- Não se pode provar que a igreja que administrou aquele Concílio no anos 390 a.C. é a mesma igreja que hoje conhecemos como “Igreja Católica Apostólica Romana”.

Por exemplo: _ a igreja de 390 não possuía nenhum crucifixo nem imagens porque a primeira menção a crucifixos apareceu mais tarde, no século VI.

_ A tradição que incentivou o culto às imagens só foi promulgada no mesmo século.

_ A igreja de 390 dava a santa ceia aos fiéis conforme as instruções de Jesus e dos apóstolos: pão e vinho, até que, em 1416 a actual ICAR, aboliu formalmente essa prática.

_ A igreja de 390 foi uma igreja completamente diferente da actual Igreja Católica Romana.

Além disso, os bispos daquele Concílio jamais mencionaram serem eles os primeiros a decidirem quais os livros que seriam inspirados. Eles não reivindicam para si a autoridade de decidir a canonicidade dos livros em si. Isto, bem como a maior parte das heresias da ICAR, só foi cogitado muito mais tarde no Concílio de Trento (1545-1563).

Deus, jamais deu a qualquer concílio a autoridade para decidir sobre a inspiração da sua Palavra. A inspiração de tais livros não depende de concílios humanos. Contudo, hoje, os apologistas católicos ensinam “Nós podemos aceitar a Bíblia unicamente na autoridade da Igreja Católica.” Será que, conhecendo a história da igreja, podemos aceitar tal raciocínio? Claro que não!

 

O cânon existia muito antes de Hipona e Cartago

Também não pode ser provado que foi a igreja católica quem reuniu os livros do NT, pois esta colecção já estava em circulação antes do Concílio de Hipona.
Vejamos uma lista de livros que foram mencionados pelos escritores cristãos primitivos:

 

  •  100-147 - Justino, o Mártir, menciona os Evangelhos como sendo quatro em número e cita-os. O mesmo acontece  com algumas das epístolas de Paulo e Apocalipse.
  •  135-200 -  Irineu, cita todos os livros do NT excepto: Filemon , Judas, Tiago e 3 João.
  • 160-240 - Tertuliano, contemporâneo de Orígenes e Clemente, menciona todos livros do NT excepto: 2 Pedro, Tiago e 2 João.
  • 165-220 - Clemente, de Alexandria, especifica todos os livros do Novo Testamento excepto: Filemon, Tiago, 2 Pedro e 3 João. Já Eusébio, que possuía os escritos de Clemente, disse que ele deu explicações e fez citações de todos os livros canónicos.
  •  185-254 - Origenes, escritor de Alexandria, especifica todos os livros de ambos os Testamentos.
  • 270 - Eusébio, bispo de Cesaréia, chamado: "Pai da história eclesiástica", escreve sobre a perseguição que o imperador Diocleciano lançou sobre a igreja cujo decreto requeria que todas as igrejas fossem destruídas e as Sagradas Escrituras queimadas. Ele lista todos os livros do Novo Testamento.
  • 315-386 - Cirilo, bispo de Jerusalém, dá uma lista de todos os livros do NT excepto Apocalipse.
  • 326 - Atanásio, bispo de Alexandria, menciona todos os livros do Novo Testamento.  

Assim, todos os livros do NT estavam em circulação na era apostólica. Os próprios  apóstolos colocaram os seus escritos em circulação no início da igreja "E, quando esta epístola tiver sido lida entre vós, fazei que também o seja na igreja dos laodicenses, e a que veio de Laodicéia lede-a vós também." (Colossenses 4:16); Pelo Senhor vos conjuro que esta epístola seja lida a todos os santos irmãos." (1 Tessalonicenses 5:27)

 

As Escrituras Sagradas foram escritas para todos e toda a vida do homem será julgada por elas no último dia. Jesus disse que a Sua Palavra permanecerá para sempre.

A Igreja Católica nunca foi a única a possuir a Bíblia. A reivindicação de que tem sido ela  a única guardiã e preservadora das Escrituras não procede. A Bíblia não é um livro Católico. Nenhum católico escreveu a Bíblia, nem as suas doutrinas podem encontrar respaldo nas Sagradas Escrituras.

O Novo Testamento foi encerrado antes do fim do primeiro século, d.C, quando ainda não existia aquela que hoje conhecemos como Igreja Católica Romana que só se desenvolveu paulatinamente depois do século IV. A Igreja Católica não é a igreja verdadeira e original à qual Paulo escreveu a carta aos Romanos, mas sim uma “igreja” que apostatou e saíu da verdadeira igreja do NT.

 

Mas... imaginemos que a ICAR pudesse provar que só ela é a guardiã das Sagradas Escrituras... então, permanece o facto de que ela não segue o ensino da Bíblia e que as suas doutrinas são contrárias à Palavra de Deus.

Além disso, mesmo que a Igreja Católica pudesse provar conclusivamente que foi ela a responsável pela compilação dos livros do NT, isso não prova que a Igreja Católica é infalível, muito menos que é a autora do NT.

 

O Aloysio pergunta:

 

"Maria Helena:
Os protestantes, que dizem seguir a Sagrada Escritura  literalmente, pratica uma doutrina falsa, um mandamento de homens, iintitulado "Sola Scriptura", ou seja, "somente a bíblia". Em outras palavras, dizem que a bíblia é tudo que querem e necessitam porque contém todo necessário para a salvação e que, fora dela é imateriall e simplesmente deve ser  descartado e reijeitado.
Ao aceitarem essa tão limitada versão sobre a história da salvacão têm  ocasionado um restrito conhecimento da cristandade. No entanto, a doutrina da Sola Scriptura não  é encontrada em nenhuma parte da bíblia, sendo assim, como alguém pode ser praticante de tal doutrina sem ser acusado de hipócrita?

 

 

É deveras lamentável ver o desprezo que os católicos como o Aloysio denotam por aquela que a ICAR diz ser a Palavra de Deus, a Bíblia. Isto ainda é mais lamentável quando os próprios católicos juram a pés juntos que foi a ICAR quem compilou a Bíblia e escolheu os livros que dela fazem parte. Vamos analisar ponto por ponto as falácias do texto que o Aloysio usou:

 

1- Como pode os protestantes dizer que a "Sola Scriptura"; é usada desde o primeiro dia, quando durante 1400 anos não havia bíblias disponíveis como hoje, e  ainda que houvesse  (hipoteticamente ) de que adiantaria se a grande maioria era analfabeta?

 

Nesta pergunta nota-se a ignorância que a ICAR promoveu ao longo dos séculos e que tantos frutos continua a produzir.

_ Aloysio, será que não sabe que o Antigo Testamento era o livro dos judeus, a Tanakh,  que já existia muito antes da igreja de Cristo começar a formar-se "E foram ter com o rei ao átrio: mas depositaram o rolo na câmara de Elisama, o escriba, e anunciaram aos ouvidos do rei todas aquelas palavras." (Jeremias 36:20).  Como parece não ter o mínimo conhecimento do assunto, saiba que os livros do Antigo Testamento foram postos num só volume (um livro) e traduzidos do hebreu para o grego (versão Septuaginta) 227 anos antes de Jesus nascer. Ou seja, muito antes de 1400, certo?

_ O Velho Testamento veio através dos judeus, que foram os guardiões dos oráculos divino. "Qual é logo a vantagem do judeu? Ou qual a utilidade da circuncisão? Muita, em toda a maneira, porque, primeiramente, as palavras de Deus lhe foram confiadas." Romanos 3:1-2); "Que são israelitas, dos quais é a adoção de filhos, e a glória, e as alianças, e a lei, e o culto, e as promessas; Dos quais são os pais, e dos quais é Cristo segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito eternamente. Amém." (Romanos 9_4-5); "Este é o que esteve entre a congregação no deserto, com o anjo que lhe falava no monte Sinai, e com nossos pais, o qual recebeu as palavras de vida para no-las dar." (Atos 7:38).

_ Será que não consegue ter inteligência suficiente para perceber que as cartas dos apóstolos circulavam pelas igrejas como a Bíblia circula hoje e que eram lidas aos crentes tal e qual como a Bíblia o é hoje? Afinal, a Bíblia é o livro que contém essas cartas e os antigos pergaminhos, manuscritos ou rolos, certo?

_ Será que não tem conhecimento que os evangelhos, depois de escritos, eram lidos pelos cristãos e compartilhados com todos aqueles que iam sendo evangelizados?

_ É verdade que durante, não 1400, mas sim 1500 anos, o povo católico romano não teve acesso à Bíblia... porque a ICAR não o permitia. E, a maioria que era analfabeta, era a maioria católica romana subjugada pelo papado, porque, todos sabemos que aqueles que não estavam debaixo do domínio da ICAR aprendiam a ler e a escrever desde muito cedo para conhecerem as Sagradas Escrituras. Hoje em dia, basta olhar para o desenvolvimento dos países que não se sujeitaram a Roma, em contraste com os que se sujeitaram, e perceberemos as terríveis marcas deixadas pela "cultura da ignorância" forçada de povos inteiros.

 

2- Visto que os protestantes creem que "toda bíblia é inspirada "(2 Tim.3,16 ) Por que não está na bíblia protestante os Evangelhos de Pedro, Filipe, Nicodemos,Bartolomeu, André, Tomé etc ?

 

Caro Aloysio, ao contrário da sua santa madre igreja, os protestantes não adicionaram nada à Palavra de Deus! Os protestantes mantiveram o Antigo Testamento tal e qual a Tanakh, e o Novo tal e qual foi encerrado no concílio de Nicéia no ano 390 d.C. Por muito que a ICAR insista em afirmar  que foi ela que compilou os livros do Novo Testameto, a verdade nua e crua é que não se pode provar que foi a igreja de Roma que administrou aquele Concílio. Muito menos, alguém que conheça a história da igreja, pode afirmar que é a mesma igreja que hoje é conhecida como "Igreja Católica Apostólica Romana". Porquê?

Porque: _ A igreja do ano 390 não possuía nenhum crucifixo nem imagens, a primeira menção a crucifixos apareceu no século VI. Assim como a tradição que incentivou o culto às imagens só foi promulgada no mesmo século.

_ A igreja do ano 390 dava a ceia aos fiéis tal e qual foi ensinado por Jesus e pelos apóstolos: pão e vinho. Essa prática bíblica foi  abolida formalmente em 1416 d.C.

_ A igreja do ano 390 foi uma igreja diferente da Igreja Católica Romana actual em quase todos os aspectos.

_ Além disso, os bispos presentes naquele Concílio jamais mencionaram serem eles os primeiros a decidirem quais os livros que seriam inspirados. Eles não reivindicam para si a autoridade de decidir a canonicidade dos livros em si. Isto só foi cogitado bem mais tarde no Concílio de Trento (1545-1563).

_ Quem acrescentou mais alguns apócrifos ao Antigo Testamento foi a ICAR, em 1546, com o propósito de ter fundamento para algumas heresias que entretanto criara. 

_ Os evangelhos que menciona são datados de cerca de duzentos anos d.C. e entram em profunda contradição com o ensino das Escrituras no seu todo! Mas... ó Aloysio, se foi a sua santa madre igreja que escolheu os livros da Bíblia, porque não os incluiu? Porque escolheu partes do evangelho de Pedro para contar uma história da carochinha ao povinho e não incluiu os restantes na Bíblia? É a eles que deve colocar a pergunta, não aos protestantes.

 

3- Onde na Sagrada Escritura diz-se que Jesus deu instrucões de que a fé cristã tinha de ser baseada somente em um conjunto de livros? Que tal a mesma pergunta, mas em vez de Jesus, substituindo-O pelos apóstolos ?

 

Onde? Em toda a Escritura! Do Antigo ao Novo Testamento. Paulo é claríssimo em todas as suas cartas que contêm a doutrina para a igreja de Cristo. Jesus Cristo foi muito claro quando disse: "Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam;" (João 5:39); "Quem me rejeitar a mim, e não receber as minhas palavras, já tem quem o julgue; a palavra que tenho pregado, essa o há de julgar no último dia." (João 12:48). Estas palavras que Jesus refere estão escritas nos evangelhos, logo, como poderemos ser julgados por algo que não conhecemos e obedecer ao que não sabemos? O evangelho, boas novas de salvação, foi escrito pelos apóstolos e por Lucas para que pudéssemos conhecer o plano de Deus para a salvação da humanidade, a nossa condição perante Deus e o que Ele deseja de cada um de nós. É por isso que Paulo alerta: "Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema." (Gálatas 1:8); "Porque, se alguém for pregar-vos outro Jesus que nós não temos pregado, ou se recebeis outro espírito que não recebestes, ou outro evangelho que não abraçastes, com razão o sofreríeis." (2 Coríntios 11:4); "Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema." (Gálatas 1:9).

Tradição de boca que não esteja devidamente registada na Palavra de Deus, não deve ser levada em conta. Manter a tradição é obedecer ao ensino dos apóstolos que escreveram divinamente inspirados pelo Espírito Santo. Todas as tradições que vão contra o que está escrito, devem ser rejeitadas.

 

4- Por que os protestantes dizem que  a bíblia é a coluna e o fundamento da verdade quando a p'ropria bíblia diz claramente que  "'e a igreja " ( 1 (Tim.3.15 ) ? Por favor, algum protestante poderia me dar o nome dessa igreja? 

 

Poderia usar imensos textos, mas vou usar apenas a 2ªcarta a Timóteo para te esclarecer Aloísio. O versículo que referes fala de uma igreja firmada nas Escrituras e na doutrina dos apóstolos, certo? A igreja de Cristo, composta dos salvos e não uma denominação.  Vamos ler parte da carta: "Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido, e que desde a tua meninice sabes as sagradas Escrituras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus. Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra." (2 Timóteo 3:14-17).

Como podes ver, a tua tese do analfabetismo não se coaduna com o ensino das Escrituras. Desde sempre o povo de Deus ensinou os seus filhos a ler nas escrituras. Mas, adiante: Timóteo foi um dos primeiros cristãos da segunda geração; ele tornou-se cristão, não em virtude de um evangelista ter pregado um sermão poderoso, mas porque a sua mãe e a sua avó lhe ensinaram as Escrituras Sagradas (não as tradições) quando era ainda uma criança. Para Timóteo, as "sagradas letras" eram os livros do AT _ de Génesis a Malaquias. Todo o AT é importante porque aponta para Jesus Cristo e, é a fé em Cristo que torna toda a Bíblia inteligível.

A Bíblia não é uma colecção de histórias, fábulas, mitos ou ideias humanas a respeito de Deus. Não é um livro humano. A Bíblia é a Palavra de Deus. Através do Espírito Santo, Deus revelou a Sua pessoa e o Seu plano para certos crentes, os quais escreveram a Sua mensagem para o seu povo  Como nos diz Pedro: "Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo." (2 Pedro 1:20-21). A Escrituta é completamente fidedigna porque Deus estava no controle de tudo o que estava a ser escrito. As suas palavras têm toda a autoridade sobre a nossa vida e fé. A Bíblia foi escrita por homens sob completa orientação e inspiração de Deus. Ela é a Palavra de Deus inspirada. Por ser inspirada e fidedigna, devemos lê-la e aplicá-la à nossa vida. A Bíblia é o nosso padrão para testar tudo o que é declarado como sendo verdade por toda e qualquer instituição religiosa. Ela é a protecção dos cristãos contra os falsos ensinos e a fonte de direcção para o nosso modo de viver. É a nossa única fonte de conhecimento sobre como podemos ser salvos.  Devemos zelar pela verdade da Escritura e nunca esquecer o seu propósito _ equipar-nos a fazer o bem.

Quanto à igreja da qual Timóteo fala, é a Igreja de Cristo, não uma denominação. Não sei se sabes, mas quando Paulo recebeu esta carta, a igreja de Roma era apenas mais uma igreja e a igreja que poderíamos chamar de "mãe" era a de Jerusalém, a primeira a ser fundada. Além disso, a ICAR que hoje conhecemos, nada tem a ver com aquilo que a Bíblia chama "igreja de Cristo", bem pelo contrário. No conceito bíblico, a igreja de Cristo é formada por todos os indivíduos que viveram antes e depois de Jesus Cristo, Os que viveram depois, foram salvos pela fé no Seu sangue derramado na cruz, e os que vieram antes foram salvos pela fé no sangue que havia de ser vertido e que era prefigurado no sacrifício de animais inocentes. Uns e outros formam a assembleia ou igreja que Jesus edifica ou forma. Só Ele poderia ser o Construtor, porque só Ele verteu sangue salvador, e a igreja é a congregação dos que foram, são e serão salvos por este sangue. A Igreja é de Cristo, não de Roma e, o Cabeça da igreja de Cristo é o próprio Senhor Jesus, não o papa.

 

5- Os protestantes  recusam a Tradicão Apóstólica, quando a bíblia diz  claramente:  2 Tessalonicenses 2.15 - Conservai as Tradicões que aprendestes, seja por PALAVRAS ou por cartas nossas.

 

A tradição apostólica está exarada nas cartas dos apóstolos que temos na Bíblia. Ponto. Tudo o que seja inventado que não esteja conforme aquilo que eles nos ensinaram, deve ser liminarmente rejeitado.

Vamos então analisar o versículo que usaste fora do contexto para entendermos melhor o que Paulo ensinou: "Então, irmãos, estai firmes e retende as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa." (2 Tessalonicenses 2:15)

Paulo sabia que os Tessalonicenses enfrentariam a pressão das perseguições, dos falsos mestres, do mundanismo, e a apatia em relação à verdade, a ponto de abandonarem a fé. Então, rogou-lhes que permanecessem firmes e se apegassem à verdade que ele lhes havia ensinado tanto através das suas cartas, como pessoalmente. Ora, tenho certeza absoluta que paulo não ensinou nada nas cartas que entrasse em contradição com o que lhes ensinou pessoalmente, certo?

Se tu realmente acreditasses que a Bíblia é a Palavra de Deus, farias como os cristãos de Bereia: "Ora, estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalónica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim." (Atos 17:11).

Percebeste Aloysio? Eles, os cristãos mais nobres, examinavam tudo o que Paulo dizia nas Escrituras para ver se ele falava a verdade.

Foi por isso, para evitar que os fiéis percebessem os muitos enganos e as muitas heresias que criava e patrocinava, que a tua santa madre igreja impediu o povo de examinar as Escrituras e obrigou-os a ser ignorantes analfabetos pela força bruta. E, só alguém completamente cego (espiritualmente), não consegue ver a triste realidade daquela que se diz "a-única-igreja-verdadeira-fora-da-qual-não-há-salvação".

Os cristãos são salvos por Cristo, não por uma instituição que foi construída em cima de um monte de mentiras. Uma igreja apóstata.